Avança o número de crianças em idade escolar com problemas oftalmológicos

Avança o número de crianças em idade escolar com problemas oftalmológicos

29 de julho de 2022 0 Por blogem

Cerca de 20% das crianças em idade escolar apresentam problemas oftalmológicos, de acordo com levantamento feito pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). Diferente do que muitos pais pensam, não é preciso esperar a idade escolar para levar o filho ao oftalmologista. Pelo contrário. Todo recém-nascido deve ser submetido ao Teste do Olhinho (teste do reflexo vermelho) até as primeiras 72 horas de vida, segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP).
A SBPO recomenda que o acompanhamento continue nos primeiros anos de vida. Nos três primeiros anos, o órgão aconselha que o Teste do Olhinho seja repetido no mínimo três vezes anualmente. O exame é importante para detectar doenças como glaucoma, catarata ou retinoblastoma e ametropias (hipermetropia, miopia e astigmatismo). A Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica ainda orienta que até os cinco anos, a criança passe por exames ao menos uma vez por ano.
A oftalmopediatra Paula Siqueira, do Hospital de Olhos Santa Luzia (HOSL), unidade referência em oftalmologia da Rede Vision One, ressalta a importância de realizar o acompanhamento da visão da criança. “Quando o bebê nasce, ele não nasce com a visão completamente formada. Ele ainda vai aprender a enxergar, e a visão vai se desenvolver do nascimento até, em média, 7 a 8 anos, sendo o primeiro e segundo ano a fase mais importante do desenvolvimento”, explica.
A oftalmologista Paula Siqueira também aponta que é fundamental que o acompanhamento vá além do teste do olhinho. “Após o teste do olhinho, é importante fazer uma consulta semestral até os dois anos de idade. Depois, caso a saúde ocular da criança esteja bem, é ideal realizar uma consulta anual”, acrescenta. Na maioria das vezes as crianças não se queixam de baixa visual e só descobrimos o problema no consultório. Se o olho não ‘aprende’ a enxergar de forma nítida, após o tempo de desenvolvimento da visão, não conseguimos mais reverter este quadro e criança ficará amblíope (o chamado ‘olho preguiçoso’)”, alerta a especialista.
A produtora de conteúdo digital Isabela Azevedo, editora do Canal Beluquices, levou a filha de oito meses para a primeira consulta oftalmológica. “A oftalmopediatra fez vários testes com a minha filha, me explicou com detalhes cada um, a importância de ter um acompanhamento com o oftalmologista nesse primeiro ano de vida. Se você tem filhos e ainda não marcou, marque uma consulta para eles. Vocês vão ver o quanto é importante ter esse tipo de acompanhamento especializado”, afirma Isabela, que é costuma dar prioridade aos cuidados com a saúde, mesmo vivendo uma rotina agitada com duas atividades profissionais, que começa às 7 horas da manhã e só termina às 21 horas, depois de colocar a filha no berço para dormir.

Veja as recomendações da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica:

– Todo recém-nascido deve ser submetido ao teste do Olhinho (teste do reflexo vermelho) até 72 horas de vida;
– Bebês de 6 a 12 meses podem ser submetidos a um exame oftalmológico completo – Inspeção dos olhos e anexos, avaliação da função visual (exame de fixação e seguimento monocular), avaliação da motilidade e alinhamento ocular (testes de cobertura simples e alternada), refração cicloplegiada e avaliação do fundo de olho dilatado;
– Crianças de 3 a 5 anos (idealmente aos 3 anos) devem ser submetidas a um exame oftalmológico completo – inspeção dos olhos e anexos, avaliação da acuidade visual (com optótipos adequados à idade), avaliação da motilidade e alinhamento ocular (testes de cobertura simples e alternada), refração cicloplegiada e avaliação do fundo de olho dilatado;
– Se o exame for inconclusivo ou insatisfatório, uma nova avaliação é recomendada em 6 meses.

Foto de capa: Influenciadora Isabela Azevedo, do Beluquices, que levou a filha pela primeira vez à oftalmopediatra

Oftalmopediatra Paula Siqueira, do HOSL