AtlasIntel/Bloomberg: Flávio Bolsonaro tem 51,1% das intenções de voto, contra 45,7% de Lula no segundo turno
9 de outubro de 2026Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (9) mostra o senador à frente do presidente na disputa pelo Palácio do Planalto; nos votos válidos, a diferença é de 5,6 pontos percentuais
A primeira pesquisa AtlasIntel/Bloomberg para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, divulgada nesta sexta-feira (9), aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) na liderança da disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com o levantamento, Flávio aparece com 51,1% das intenções de voto, enquanto Lula registra 45,7%. Outros 3,2% dos entrevistados declararam que pretendem votar em branco ou nulo ou não souberam responder.
A diferença entre os dois candidatos é de 5,4 pontos percentuais no cenário de votos totais. Os números foram divulgados pela AtlasIntel em levantamento encomendado pela Bloomberg.
Veja os números da pesquisa
Intenção de voto no segundo turno — votos totais
- Flávio Bolsonaro (PL): 51,1%
- Lula (PT): 45,7%
- Brancos, nulos e indecisos: 3,2%
Votos válidos
- Flávio Bolsonaro (PL): 52,8%
- Lula (PT): 47,2%
Nos votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, Flávio tem uma vantagem de 5,6 pontos percentuais sobre Lula. Esse é o critério utilizado pela Justiça Eleitoral para definir o resultado da votação.
Comparação com a pesquisa anterior
O novo levantamento mostra uma mudança em relação à pesquisa AtlasIntel/Bloomberg encerrada em 2 de outubro, antes do primeiro turno.
Naquele levantamento, Lula tinha 47,6% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparecia com 47,4%, em um cenário de empate técnico.
Na comparação apresentada pelo instituto, Flávio avançou 3,7 pontos percentuais, enquanto Lula recuou 1,9 ponto.
Flávio lidera em economia e segurança pública
A pesquisa também investigou em qual dos dois candidatos os eleitores confiam mais para administrar diferentes áreas do país.
Na economia e inflação, Flávio Bolsonaro aparece com 52%, contra 45% de Lula. Na geração de empregos, o senador registra 51%, enquanto o presidente tem 47%.
A maior diferença entre os dois nos temas destacados pelo levantamento aparece na segurança pública. Em criminalidade e tráfico de drogas, Flávio soma 53%, contra 43% de Lula.
Já no equilíbrio fiscal e controle de gastos, o senador tem 52%, enquanto o presidente registra 42%.
Em outros temas, o cenário é de equilíbrio. Na área de pobreza, desemprego e desigualdade social, os dois aparecem com 48%. Na proteção ao meio ambiente, ambos registram 47%.
De acordo com os dados divulgados, Flávio aparece à frente em 11 dos 13 temas avaliados, enquanto os candidatos empatam nos outros dois.
Aprovação e avaliação do governo Lula
O levantamento também mediu a avaliação dos brasileiros sobre o desempenho do presidente Lula à frente do governo federal.
Segundo os números, 53,4% desaprovam o trabalho do presidente, enquanto 44,7% aprovam. Outros 1,9% não souberam responder.
Na avaliação geral da administração federal, os resultados foram os seguintes:
- Ruim ou péssimo: 51,9%
- Ótimo ou bom: 36,9%
- Regular: 11,2%
Os dados indicam que a avaliação negativa do governo supera a positiva nesta rodada da pesquisa.
Metodologia da pesquisa
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg entrevistou 5.026 pessoas entre os dias 3 e 8 de outubro de 2026, utilizando recrutamento digital aleatório.
O levantamento tem margem de erro de um ponto percentual, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03663/2026.
Segundo turno será no dia 25 de outubro
O segundo turno da eleição presidencial está marcado para o dia 25 de outubro de 2026. A disputa será entre Flávio Bolsonaro, do PL, e Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, após o resultado do primeiro turno.
A pesquisa representa um retrato das intenções de voto no período em que as entrevistas foram realizadas. Os números não representam o resultado definitivo da eleição, que será definido pelos eleitores nas urnas.
Fonte: AtlasIntel/Bloomberg, com informações publicadas pelo InfoMoney e pela Band.
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Foto: Reprodução/IA


