Transferência de Renda: Ajuda Emergencial ou Dependência Permanente? – por Juiz Fernando Santos – Pré-candidato a Deputado Federal

Transferência de Renda: Ajuda Emergencial ou Dependência Permanente? – por Juiz Fernando Santos – Pré-candidato a Deputado Federal

25 de fevereiro de 2026 Off Por blogem

Nos últimos anos, o Brasil avançou muito na criação de programas de transferência de renda. Eles são, sem dúvida, um gesto de solidariedade nacional. Garantem comida na mesa e ajudam milhões de famílias a enfrentar a dura realidade da pobreza. Mas é preciso fazer uma pergunta honesta e corajosa: dar dinheiro, sozinho, resolve a pobreza ou apenas a administra?A transferência de renda tem um papel importante. Ela alivia a fome e oferece o mínimo existencial. Entretanto, se o Estado se limita apenas a repassar valores mensais, sem oferecer oportunidades reais de crescimento, o que era para ser uma ponte acaba se tornando uma prisão invisível. Milhares de famílias ficam presas a um ciclo de dependência, sem ver portas abertas para a autonomia e o trabalho.O erro não está em ajudar. Está em ajudar pela metade.

Para que um programa social funcione de verdade, ele precisa vir acompanhado de qualificação profissional, acesso ao mercado de trabalho, apoio psicológico, fortalecimento das famílias e cuidado com as crianças. Caso contrário, o benefício vira uma simples administração da miséria — um analgésico que alivia, mas não cura.O Brasil tem uma rede pensada justamente para isso: os CRAS e CREAS, os Conselhos Tutelares, e o Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Mas, na realidade de muitos municípios, essas estruturas estão enfraquecidas — faltam equipes, recursos e estrutura. O resultado é previsível: o dinheiro chega, mas a transformação não acontece.Há ainda um risco que não podemos ignorar: quando programas sociais passam a ser vistos como ferramentas políticas, surge a sombra do clientelismo. A população começa a desconfiar que o benefício virou moeda de troca eleitoral. Isso é injusto tanto com o povo quanto com as boas políticas públicas. Um Estado sério precisa combater a pobreza sem explorar a necessidade das pessoas.Portanto, o verdadeiro debate não é ser contra os programas sociais. É ser contra o isolamento deles.
Renda, sim. Mas junto com educação, capacitação, emprego e apoio social.
Proteção, sim. Mas com autonomia e dignidade como meta.O Brasil que sonhamos não é o que apenas dá dinheiro — é o que abre portas. O que não entrega dependência, mas oportunidade de futuro.Juiz Fernando Santos
Pré-candidato a Deputado Federa.
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Foto: Divulgação