Exposição gratuita leva o Movimento Armorial à Festa da Vitória Régia, no Recife

Exposição gratuita leva o Movimento Armorial à Festa da Vitória Régia, no Recife

27 de outubro de 2026 Off Por blogem


Mostra Coração Armorial reúne obras inéditas de Clóvis Júnior e Lucas Suassuna, de 6 a 8 de novembro, na Praça de Casa Forte, e destina parte da renda das vendas à Casa da Criança Marcelo Asfora

A Praça de Casa Forte, no Recife, vai ganhar mais cor na edição 2026 do Vitória Régia Festival. Entre os dias 6 e 8 de novembro, o público poderá visitar gratuitamente a exposição Coração Armorial: Diálogos de Sol e Tinta, que reúne obras exclusivas e inéditas do paraibano Clóvis Júnior e do pernambucano Lucas Suassuna. Parte da renda arrecadada com a venda das peças será destinada a ações da Casa da Criança Marcelo Asfora.

Inspirados no Movimento Armorial, criado por Ariano Suassuna, os trabalhos dialogam com o imaginário popular do Nordeste e trazem personagens e manifestações como os caboclos de lança e o cavalo-marinho. A proposta é aproximar Pernambuco e Paraíba por meio das artes visuais e permitir que o público conheça e adquira as peças, apoiando a instituição.

Para o historiador e palestrante João Suassuna, neto mais velho de Ariano, levar o armorial para uma festa tradicional tem relação direta com as origens do movimento. Ele destaca o valor de ter a arte ao alcance de todos. “O armorial nasceu da cultura popular do Nordeste, então faz sentido estar numa praça, aberto a todo mundo. Ver crianças e famílias circulando entre as obras mostra que o movimento segue vivo”, afirma.

Natural de Guarabira (PB), onde nasceu em 1965, Clóvis Júnior vive e trabalha em João Pessoa desde 1982. Artista naif e autodidata, atua na pintura, na escultura e na gravura, e já participou de exposições nos Estados Unidos, na Argentina e na França. Sua produção se destaca pelas cores vibrantes e pelo uso de fauna, flora e símbolos regionais.

Lucas Suassuna nasceu no Recife em 1990 e cresceu em uma família de artistas. Professor de Geografia do Instituto Federal de Alagoas, ele cria a partir do universo armorial e do imaginário fantástico da arte popular nordestina. As vivências no Sertão da Paraíba também influenciaram sua formação e sua expressão artística.

A exposição integra o Movimento Cultura Transforma GGE, que reforça o compromisso do colégio com cultura, educação e ação social no ano em que o GGE completa 30 anos. Patrocinador master da festa, o GGE apoia as obras sociais da Paróquia de Casa Forte, que atendem crianças da comunidade.

A edição deste ano traz ainda uma novidade para o símbolo do evento. A partir de agora, a flor da Vitória Régia será reinterpretada anualmente por um artista ou instituição, que poderá dar ao símbolo novos materiais e uma nova história a cada edição. Nesta estreia, a criação da flor ficou a cargo do GGE, e os detalhes da obra serão revelados no primeiro dia do evento. Com 48 anos de história, o Vitória Régia Festival é Patrimônio Cultural Imaterial do Recife.

Texto: Lorena Andrade

Fotos: Divulgação/Colégio GGE.

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