Férias escolares exigem atenção à saúde ocular: excesso de telas pode provocar fadiga visual em crianças e adolescentes
20 de julho de 2026Especialista alerta para sintomas e orienta pais sobre hábitos que ajudam a preservar a visão durante o período de recesso.
As férias escolares costumam representar mais tempo livre para crianças e adolescentes, mas também significam um aumento expressivo no uso de celulares, tablets, computadores e videogames. Embora esses dispositivos façam parte da rotina, o uso prolongado e sem pausas pode favorecer o surgimento da fadiga ocular digital, condição cada vez mais frequente entre o público infantojuvenil e que merece atenção dos pais e responsáveis.
De acordo com a Dra. Manuela Tenório, oftalmologista do Hospital de Olhos Santa Luzia, o problema não causa danos permanentes à visão, mas pode comprometer o conforto visual, o desempenho nas atividades diárias e até mascarar alterações oftalmológicas que precisam ser investigadas. “Durante o uso de telas, piscamos menos vezes do que o normal, o que favorece o ressecamento da superfície dos olhos. Com isso, surgem sintomas como ardência, sensação de areia nos olhos, visão embaçada, lacrimejamento, dores de cabeça e dificuldade para manter a atenção”, explica.
Pausas são essenciais para reduzir o desconforto
Uma das orientações mais eficazes é seguir a chamada regra 20-20-20: a cada 20 minutos de uso contínuo de telas, a criança deve olhar para um objeto localizado a cerca de seis metros de distância por pelo menos 20 segundos. A medida ajuda a relaxar a musculatura responsável pelo foco da visão e reduz o esforço visual.
“Além das pausas, é importante estimular atividades ao ar livre, limitar o tempo de exposição às telas conforme a faixa etária, manter boa iluminação no ambiente e evitar o uso de dispositivos muito próximos ao rosto. Pequenas mudanças na rotina fazem diferença para a saúde ocular”, orienta Dra. Manuela.
Quando os sintomas merecem investigação
Apesar de a fadiga ocular ser comum, alguns sinais indicam que é hora de procurar um oftalmologista. Queixas frequentes de dor de cabeça, dificuldade para enxergar, necessidade de aproximar muito os objetos, coceira persistente, olhos vermelhos ou queda no rendimento escolar podem estar relacionados a erros refrativos, como miopia, hipermetropia e astigmatismo, ou a outras alterações oculares.
“O período de férias também pode ser uma boa oportunidade para realizar uma consulta oftalmológica de rotina. Muitas doenças oculares são silenciosas no início e, quanto mais cedo identificadas, maiores são as chances de tratamento adequado”, destaca a médica.
O acompanhamento oftalmológico deve fazer parte da infância
A Sociedade Brasileira de Oftalmologia recomenda que crianças realizem acompanhamento periódico da visão, mesmo quando não apresentam sintomas aparentes. O diagnóstico precoce de alterações visuais contribui para o desenvolvimento escolar, social e motor, além de evitar complicações futuras.
“Os olhos acompanham todo o processo de aprendizagem. Cuidar da saúde ocular desde a infância é investir no desenvolvimento e na qualidade de vida da criança”, conclui Dra. Manuela.
Siga o nosso Instagram @portaledivaldomagalhaes
Foto: Reprodução/Internet


