Apesar da liderança, nova pesquisa mostra João Campos em trajetória de queda e Raquel Lyra em curva de crescimento
12 de junho de 2026A nova pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta semana traz uma informação que vai além da simples fotografia eleitoral do momento. Embora João Campos continue aparecendo numericamente à frente na disputa pelo Governo de Pernambuco, a evolução dos números ao longo do tempo revela uma dinâmica que começa a chamar a atenção de analistas políticos.
Em setembro de 2025, o socialista registrava 59% das intenções de voto, enquanto a governadora Raquel Lyra aparecia com apenas 24%. Naquele momento, a vantagem de João era confortável: 35 pontos percentuais.
Mas os levantamentos seguintes passaram a mostrar um movimento contínuo de aproximação. Em dezembro, a diferença caiu para 27 pontos. Em fevereiro de 2026, recuou para 20. Já em abril, o intervalo entre os dois principais concorrentes diminuiu para 17 pontos.
Agora, na pesquisa mais recente divulgada pela CNN, João Campos aparece com 45% das intenções de voto, contra 40% de Raquel Lyra. A distância entre ambos é de apenas cinco pontos percentuais. Considerando a margem de erro do levantamento, esse intervalo pode chegar a apenas um ponto.
O dado mais relevante, entretanto, não está no resultado isolado desta rodada, mas na tendência observada ao longo de toda a série histórica. Enquanto João Campos acumula sucessivas quedas nas medições da Real Time Big Data, Raquel Lyra registra crescimento consistente desde o início do acompanhamento.
Na prática, o que se observa é uma mudança significativa no cenário eleitoral. O que há poucos meses parecia uma disputa amplamente favorável ao ex-prefeito do Recife transformou-se em uma corrida muito mais equilibrada.
A movimentação também dialoga com o que já havia sido apontado pela mais recente pesquisa Datafolha, que indicou uma redução importante da vantagem anteriormente atribuída a João Campos. Os números sugerem que a disputa está mais aberta do que muitos imaginavam no início do processo eleitoral.
Sob a ótica da ciência política, situações como essa não são comuns. É relativamente raro observar um candidato iniciar uma pré-campanha com vantagem superior a 30 pontos e assistir, ao longo de vários levantamentos consecutivos, à redução gradual dessa distância, enquanto o adversário mantém crescimento sustentado.
Ainda é cedo para antecipar qualquer desfecho eleitoral. Mas os dados já permitem afirmar que Pernambuco vive um dos cenários mais interessantes do país neste ciclo. Caso a tendência registrada pelas pesquisas continue se confirmando nos próximos meses, a disputa entre João Campos e Raquel Lyra poderá se tornar um caso emblemático de recuperação eleitoral, daqueles que costumam ser estudados por estrategistas, marqueteiros e cientistas políticos por muitos anos.
O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o código PE-09426/2026.
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Foto: Divulgação



