Lixo, baronesas e esgoto: 9 de maio – Dia Estadual do Rio Ipojuca
9 de maio de 2026O Rio Ipojuca é o segundo mais extenso de Pernambuco, com cerca de 323,9 km, e sua bacia hidrográfica ocupa uma área de 3.435,34 Km². Sua nascente é em Arcoverde e deságua no Atlântico na cidade de Ipojuca. O rio atravessa 25 municípios e percorre as quatro mesorregiões pernambucanas: sertão, agreste, zona da mata e região metropolitana. É considerado um dos rios mais poluídos do Brasil devido ao despejo de esgoto, lixo, desmatamento da mata ciliar, assoreamento e construções irregulares.
Aspectos históricos
Em um trecho do rio havia um poço que servia de bebedouro para o gado, coberto com uma planta rasteira denominada Caruru e uma grande quantidade de sapos Cururu; surgindo o nome de sítio “Poço Cururu”.
Entre 1865 e 1915 existiu uma barragem no rio que abastecia Caruaru.
Na década de 1950 funcionava a Companhia de Navegação do Rio Ipojuca, usada para lazer e passeios.
Problemas ambientais destacados
Assoreamento: acúmulo de sedimentos e lixo que torna o rio mais raso e favorece enchentes.
Poluição: despejo de esgoto e resíduos sólidos, causando mau cheiro, proliferação de vetores e emissão de gases como metano e gás sulfídrico.
Desmatamento da mata ciliar: reduz a proteção natural do rio e aumenta erosões.
Construções irregulares: ocupação das margens em áreas de preservação permanente.
A presença excessiva da planta aquática chamada baronesa é apresentada como um bioindicador de poluição, principalmente do excesso de esgoto.
Por Alexandre Nunes – professor e biólogo.
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Foto do tempo que o Rio Ipojuca não era poluído


