Opinião: Convicção ou conveniência? O uso seletivo da Igreja – Por Oscar Mariano
16 de abril de 2026A Igreja Católica Apostólica Romana não pode ser julgada pela lente da militância ideológica, mas pela verdade do Evangelho que anuncia há mais de dois mil anos. Quando um sacerdote ou religioso, prega aquilo que está nas Sagradas Escrituras, ele não está emitindo uma opinião pessoal, mas transmitindo a doutrina cristã que orienta a vida dos fiéis.
Bastante criticado após uma de suas pregações ao falar que o homem é a cabeça do lar, Frei Gilson apenas reproduz o ensinamento de São Paulo na Carta aos Efésios. A própria Palavra de Deus afirma esse papel de liderança, não como autoritarismo, mas como missão de amor, responsabilidade, proteção e serviço à família. O mesmo texto também exige do homem algo ainda maior: amar a esposa como Cristo amou a Igreja, entregando-se por ela. Colocando numa balança, qual seria o mais “fácil”?
Portanto, distorcer essa pregação como se fosse ofensa ou retrocesso é, antes de tudo, ignorar o contexto bíblico e a tradição da fé católica. A mensagem foi dirigida aos católicos, aos que professam livremente essa crença e reconhecem a Bíblia como regra de fé.
Há ainda um ponto que precisa ser dito com clareza: causa estranheza ver figuras que se declaram contrários aos ensinamentos do Santo Evangelho, muitas vezes proferindo críticas constantes da própria Igreja e de seus valores, recorrerem a templos, sacramentos, símbolos e discursos religiosos apenas em períodos de conveniência, seja para agradar eleitores, seja para acumular engajamento nas redes sociais. Essa postura não representa diálogo sincero com a fé, mas uma instrumentalização da religião para fins políticos e de imagem. A fé cristã não pode ser tratada como ferramenta de marketing ou palanque ocasional.
Se faz necessário defender o direito da Igreja em permanecer fiel ao Evangelho sem se curvar à pressão de narrativas ideológicas. Ninguém é obrigado a concordar com a doutrina católica, mas é preciso respeitar a liberdade religiosa e o direito que a Igreja tem de ensinar aquilo que Cristo e os apóstolos deixaram como fundamento da fé.
Daqui a pouco vão levantar-se “defensores da verdade”, gritando com Jesus e sacerdotes como aconteceu no Pretório, sendo que em vez de gritarem: “crucifique-o”, vão gritar: MISÓGINO.
Por Oscar Mariano
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Foto: Divulgação


