{"id":42866,"date":"2019-05-29T19:05:12","date_gmt":"2019-05-29T22:05:12","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdoedvaldomagalhaes.com.br\/?p=42866"},"modified":"2019-05-29T19:05:14","modified_gmt":"2019-05-29T22:05:14","slug":"neurologista-alerta-para-mais-de-150-tipos-de-dores-de-cabeca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoedvaldomagalhaes.com.br\/index.php\/2019\/05\/29\/neurologista-alerta-para-mais-de-150-tipos-de-dores-de-cabeca\/","title":{"rendered":"Neurologista alerta para mais de 150 tipos de dores de cabe\u00e7a"},"content":{"rendered":"\n<p>Existem mais de 150 tipos de dores de cabe\u00e7a. Dados da Sociedade Brasileira de Cefaleia atestam que 95% das pessoas t\u00eam dor de cabe\u00e7a ao menos uma vez na vida. Sendo que as mais acometidas s\u00e3o as mulheres: 70% delas t\u00eam pelo menos uma vez ao m\u00eas. Os homens s\u00e3o 50%. Os dados tamb\u00e9m revelam que, no Brasil, 13 milh\u00f5es de pessoas sofrem com o mal ao menos 15 vezes ao m\u00eas, o que caracteriza cefaleia cr\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 por isso que, apesar do Dia Nacional de Combate \u00e0 Cefaleia ser celebrado em 19 de maio, o m\u00eas de maio \u00e9 todo dedicado \u00e0 conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a doen\u00e7a. No \u201cMaio Bord\u00f4\u201d da Sociedade Brasileira de Cefaleia, a campanha \u00e9 intensificada para que as pessoas entendam melhor o tema e que o fato das dores de cabe\u00e7a serem comuns e rotineiras n\u00e3o as tornam normais.<\/p>\n\n\n\n<p>As dores de cabe\u00e7a, de uma maneira geral, al\u00e9m de terem uma alta preval\u00eancia, acometem a popula\u00e7\u00e3o de forma indiscriminada e t\u00eam um potencial de incapacita\u00e7\u00e3o relevante. \u201cSentir dor pode ser comum, mas em hip\u00f3tese alguma pode ser considerado normal. E quando essa dor se torna frequente ao ponto de incapacitar o indiv\u00edduo para as atividades laborais, familiares e sociais, \u00e9 preciso um adequado tratamento\u201d, alerta o neurologista Paulo Henrique Fonseca.<\/p>\n\n\n\n<p>A cefaleia mais frequente de todas \u00e9 a chamada cefaleia tensional; a segunda \u00e9 a enxaqueca. Essa, no entanto, n\u00e3o \u00e9 desencadeada de modo igual em todas as pessoas, ou seja, n\u00e3o existe um padr\u00e3o. Existe a chamada epis\u00f3dica &#8211; que o paciente tem dor uma vez ou outra, e a cr\u00f4nica &#8211; que tem um comportamento diferente, quase sempre associado a fatores emocionais, altera\u00e7\u00e3o de humor, ansiedade, estresse, depress\u00e3o, dist\u00farbios do sono, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>O tratamento das cefaleias envolve desde quest\u00f5es medicamentosas \u00e0 mudan\u00e7a no estilo de vida, a exemplo da inclus\u00e3o de atividades f\u00edsicas na rotina. \u201c\u00c9 importante haver um engajamento f\u00edsico, emocional e comportamental em todo o processo terap\u00eautico. N\u00e3o existe o exerc\u00edcio f\u00edsico ideal para a enxaqueca, o que existe \u00e9 a recomenda\u00e7\u00e3o formal para qualquer paciente que tenha dor cr\u00f4nica rompa com o sedentarismo e realize algum tipo de atividade f\u00edsica de que goste, que sinta prazer em faz\u00ea-la\u201d, explica o especialista. Os principais fatores quem indicam a necessidade de um tratamento adequado para a dor de cabe\u00e7a s\u00e3o: frequ\u00eancia das crises de dor, sua intensidade e o impacto por elas causado na qualidade de vida do paciente.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o correto diagn\u00f3stico e subsequente tratamento adequado \u00e9 preciso pontuar a um especialista aspectos que v\u00e3o permitir o preenchimento de crit\u00e9rios para cada uma das 150 dores de cabe\u00e7a existentes. O abuso de analg\u00e9sico (definido pelo uso de analg\u00e9sicos comuns por duas ou mais vezes em uma semana) pode tornar a dor cr\u00f4nica e de dif\u00edcil controle, dificultando o diagn\u00f3stico e tratamento e, muitas vezes, levando o paciente a desenvolver abstin\u00eancia: no dia em que n\u00e3o toma o analg\u00e9sico, sente dor. \u201cA dor de cabe\u00e7a \u00e9 sobretudo uma experi\u00eancia. Est\u00e1 associada a m\u00faltiplos fatores e cada paciente a vivencia de uma forma\u201d, pontua o neurologista.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, vale estar atento aos mitos em torno da doen\u00e7a. Um frequente \u00e9 de que os dist\u00farbios de refra\u00e7\u00e3o \u2013 a necessidade do uso dos \u00f3culos \u2013 ou a sinusite est\u00e3o associados \u00e0s dores de cabe\u00e7a. \u201cN\u00f3s temos bem documentado na literatura [m\u00e9dica] que em uma minoria dos casos estes fatores s\u00e3o causa de dor de cabe\u00e7a\u201d, esclarece o m\u00e9dico. Ele tamb\u00e9m descarta a ideia de que dores cr\u00f4nicas podem indicar diagn\u00f3sticos graves e evidencia que nem todos os casos de cefaleia requerem tratamento farmacol\u00f3gico. Muitas vezes, basta a altera\u00e7\u00e3o de outros fatores que as geram. \u201cAs cefaleias secund\u00e1rias a outras doen\u00e7as, a exemplo de sinusite, tumor, aneurisma e meningite s\u00e3o bem menos frequentes do que as prim\u00e1rias, cuja dor \u00e9 a pr\u00f3pria doen\u00e7a\u201d, finaliza Fonseca.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existem mais de 150 tipos de dores de cabe\u00e7a. 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