{"id":119905,"date":"2025-05-28T18:00:34","date_gmt":"2025-05-28T21:00:34","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdoedvaldomagalhaes.com.br\/?p=119905"},"modified":"2025-05-28T18:17:50","modified_gmt":"2025-05-28T21:17:50","slug":"obra-historica-chamada-sertao-o-imaginario-das-grandes-imensidoes-sera-lancada-em-31-de-maio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdoedvaldomagalhaes.com.br\/index.php\/2025\/05\/28\/obra-historica-chamada-sertao-o-imaginario-das-grandes-imensidoes-sera-lancada-em-31-de-maio\/","title":{"rendered":"Obra hist\u00f3rica chamada \u201cSert\u00e3o, o imagin\u00e1rio das grandes imensid\u00f5es\u201d ser\u00e1 lan\u00e7ada em 31 de maio"},"content":{"rendered":"<p>Livro foge de clich\u00eas, sem fome e mis\u00e9ria estereotipadas; tudo nele \u00e9 um confortante exagero, aquele mesmo capaz de adornar as vestes dos vaqueiros ou de cantores populares<br \/>\nEm meio ao sol sertanejo, cada p\u00e1gina respira resist\u00eancia, beleza e afeto. No pr\u00f3ximo dia 31 de maio, \u00e0s 15h, no Recife Expo Center, ser\u00e1 lan\u00e7ada a obra \u201cSERT\u00c3O \u2013 O imagin\u00e1rio das grandes imensid\u00f5es\u201d, uma obra que se ergue como documento hist\u00f3rico, celebra\u00e7\u00e3o e grito. Exagerada, no bom sentido, como vestes e adornos dos vaqueiros e cantores populares.<br \/>\nCom fotografia de Adriano Mendes e produ\u00e7\u00e3o do jornalista, pesquisador e documentarista Anselmo Alves, o livro \u00e9 uma travessia por paisagens, rostos e mem\u00f3rias que revelam um sert\u00e3o que n\u00e3o cabe nos estere\u00f3tipos \u2014 vasto, m\u00faltiplo, profundamente vivo.<br \/>\nNesta obra, o sert\u00e3o n\u00e3o \u00e9 miragem nem cen\u00e1rio: s\u00e3o trezentas p\u00e1ginas de mem\u00f3ria, poesia e fotografia, costuradas pela sensibilidade de quem conhece os desafios e as belezas da regi\u00e3o onde o sol se p\u00f5e alaranjado.<br \/>\nA obra foge dos clich\u00eas. N\u00e3o h\u00e1 fome romantizada, nem mis\u00e9ria estetizada. O sertanejo que aparece no foco das lentes e das p\u00e1ginas \u00e9 protagonista da pr\u00f3pria hist\u00f3ria.<br \/>\n\u201cA gente n\u00e3o colocou o sert\u00e3o da mis\u00e9ria, da fome. Mostramos o sert\u00e3o da supera\u00e7\u00e3o, do circo, do pastoril, um sert\u00e3o em movimento, de grandes imensid\u00f5es&#8230;\u201d, pontua o produtor Anselmo Alves.<br \/>\nO sert\u00e3o que virou mundo<br \/>\nO projeto tem um percurso que come\u00e7a no Agreste, em Belo Jardim, acompanha o caminho das \u00e1guas do Riacho do Navio at\u00e9 o Paje\u00fa das Flores, se espraia pelo Sert\u00e3o Central de Salgueiro, respira o clima ameno de Triunfo e cruza fronteiras at\u00e9 a cidade paraibana de Princesa Isabel.<\/p>\n<p>\u201cEsse livro tamb\u00e9m foi pensado a partir da can\u00e7\u00e3o de Z\u00e9 Dantas e Luiz Gonzaga: \u2018Riacho do Navio, corre pro Paje\u00fa e Rio o Paje\u00fa vai despejar no S\u00e3o Francisco, e o Rio S\u00e3o Francisco vai bater no meio do mar\u2026 \u2018\u00c9 o sert\u00e3o que \u00e9 infinito\u201d, explica Anselmo. \u201cQueria mostrar o sert\u00e3o, o homem e a terra, a beleza que \u00e9 o sert\u00e3o\u201d<br \/>\nO produtor Anselmo Alves revela que cada imagem feita por Adriano \u00e9 mais que uma fotografia: \u00e9 um testemunho da coragem de quem aprende, desde cedo, a transformar a escassez em abund\u00e2ncia.<br \/>\nO olhar de Anselmo tamb\u00e9m se debru\u00e7a sobre a geografia simb\u00f3lica da cultura nordestina. \u201cEm Serra Talhada, a 420 quil\u00f4metros do Recife, nasceu Lampi\u00e3o, Agamenon Magalh\u00e3es e Jo\u00e3o Santos. Em Exu, distante 180 km de Serra Talhada, nasceu Luiz Gonzaga. A 70 quil\u00f4metros dali, nasceu Padre C\u00edcero, em Juazeiro. Queria mostrar essa trilateralidade\u201d.<br \/>\nA literatura que atravessa a regi\u00e3o<br \/>\nAs imagens dialogam com a for\u00e7a da palavra. Ao lado dos registros visuais, vivem trechos da literatura que h\u00e1 d\u00e9cadas canta o sert\u00e3o e versos de poetas que hoje mant\u00eam essa tradi\u00e7\u00e3o viva.<br \/>\n\u201cMaciel Melo, Xico Bezerra, Jessier Quirino, Elis Almeida e at\u00e9 poetas an\u00f4nimos do s\u00e9culo passado est\u00e3o no livro. A gente pegou refer\u00eancias de grandes obras ligadas \u00e0 cultura sertaneja\u201d, conta.<br \/>\nMais que uma celebra\u00e7\u00e3o est\u00e9tica, o livro \u00e9 um documento hist\u00f3rico. \u201cEle \u00e9 o sert\u00e3o em carne e osso\u201d, resume Anselmo, citando Patativa do Assar\u00e9. Uma declara\u00e7\u00e3o de amor e de urg\u00eancia \u2014 pela preserva\u00e7\u00e3o cultural e ambiental de uma regi\u00e3o onde o ch\u00e3o rachado tamb\u00e9m gera frutos.<br \/>\n\u201cA poetisa jovem Elis Almeida disse uma coisa muito forte: \u2018Precisamos recatingar a identidade cultural do sert\u00e3o\u2019. Preservar do ponto de vista cultural e ambiental. Isso \u00e9 fundamental\u201d, refor\u00e7a ele.<br \/>\nA obra hist\u00f3rica recebeu apoio das Baterias Moura, empresa fundada por Edson Moura Moror\u00f3, nascido no cora\u00e7\u00e3o de Belo Jardim, localizado no Agreste, bem pertinho da regi\u00e3o sertaneja.<br \/>\nAssim como o sert\u00e3o, a Moura virou sin\u00f4nimo de resili\u00eancia, tecnologia e reconhecimento mundial. \u201cFiz quest\u00e3o de que o livro fosse patrocinado por uma empresa empreendedora, que sai de Belo Jardim, bem perto do Sert\u00e3o, para conquistar o mundo. Assim como Luiz Gonzaga saiu de Exu para conquistar o mundo\u201d, afirma.<br \/>\nO sert\u00e3o exagerado<br \/>\nO sert\u00e3o, al\u00e9m de territ\u00f3rio, \u00e9 tamb\u00e9m espet\u00e1culo de sobreviv\u00eancia. Para Anselmo, na constru\u00e7\u00e3o est\u00e9tica de personagens como cangaceiros, nos bordados minuciosos, nos chap\u00e9us adornados com moedas, fitas e medalhas, h\u00e1 muito da influ\u00eancia cigana \u2014 povos que, assim como o sertanejo, aprenderam a transformar a dureza do caminho em beleza simb\u00f3lica.<br \/>\nEssa heran\u00e7a visual n\u00e3o \u00e9 mero adorno, mas linguagem, c\u00f3digo e forma de se fazer visto em meio \u00e0s vastas imensid\u00f5es da caatinga. Assim como os ciganos, o sert\u00e3o entendeu, ao longo da hist\u00f3ria, que existir tamb\u00e9m \u00e9 ser imagem, \u00e9 ocupar o espa\u00e7o com cor, forma e significado.<br \/>\n\u201cO sert\u00e3o \u00e9 exagerado. \u00c9 como a gente dizia quando via algu\u00e9m muito enfeitado: \u2018T\u00e1 mais enfeitado que jumento de cigano.\u2019<br \/>\nNas imensid\u00f5es do sert\u00e3o, o livro se revela como um chamado para que o Brasil \u2014 e o mundo \u2014 olhem para o sert\u00e3o n\u00e3o como um lugar \u00e0 margem, mas como centro de uma cultura poderosa, viva e urgente.<br \/>\nAinda segundo Anselmo Alves, o processo foi longo e intenso. \u201cDurou quase um ano. Viajamos umas nove vezes para o sert\u00e3o\u201d, lembra. E foi nesse caminho que o livro se fez n\u00e3o s\u00f3 em papel, mas em alma.<br \/>\nSERT\u00c3O \u2013 O imagin\u00e1rio das grandes imensid\u00f5es \u00e9 um convite para revisitar n\u00e3o s\u00f3 paisagens, mas modos de existir. Uma travessia que come\u00e7a quando se abre a primeira p\u00e1gina \u2014 e que, talvez, nunca se encerre.<br \/>\nLan\u00e7amento:<br \/>\nData: 31 de maio, \u00e0s 15h<br \/>\nLocal: Recife Expo Center \u2013 Cais de Santa Rita, 156, Bairro de S\u00e3o Jos\u00e9<br \/>\nHor\u00e1rio: 15 horas \ud83d\udd52<br \/>\nSiga o Instagram do Blog pelo @blogdoedvaldomagalhaes<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdoedvaldomagalhaes.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/img-20250528-wa01735368315338922900541.jpg\" class=\"wp-image-119908 alignnone size-full\" width=\"1600\" height=\"1333\" srcset=\"https:\/\/blogdoedvaldomagalhaes.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/img-20250528-wa01735368315338922900541.jpg 1600w, https:\/\/blogdoedvaldomagalhaes.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/img-20250528-wa01735368315338922900541-300x250.jpg 300w, https:\/\/blogdoedvaldomagalhaes.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/img-20250528-wa01735368315338922900541-1024x853.jpg 1024w, https:\/\/blogdoedvaldomagalhaes.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/img-20250528-wa01735368315338922900541-768x640.jpg 768w, https:\/\/blogdoedvaldomagalhaes.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/img-20250528-wa01735368315338922900541-1536x1280.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogdoedvaldomagalhaes.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/img-20250528-wa01726586824588244418833.jpg\" class=\"wp-image-119909 alignnone size-full\" width=\"1600\" height=\"1053\" srcset=\"https:\/\/blogdoedvaldomagalhaes.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/img-20250528-wa01726586824588244418833.jpg 1600w, https:\/\/blogdoedvaldomagalhaes.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/img-20250528-wa01726586824588244418833-300x197.jpg 300w, https:\/\/blogdoedvaldomagalhaes.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/img-20250528-wa01726586824588244418833-1024x674.jpg 1024w, https:\/\/blogdoedvaldomagalhaes.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/img-20250528-wa01726586824588244418833-768x505.jpg 768w, https:\/\/blogdoedvaldomagalhaes.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/img-20250528-wa01726586824588244418833-1536x1011.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><\/p>\n<p>Fotos: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro foge de clich\u00eas, sem fome e mis\u00e9ria estereotipadas; tudo nele \u00e9 um confortante exagero, aquele mesmo capaz de adornar&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":119906,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14120],"tags":[28803,27410,13146,28801,33713],"class_list":["post-119905","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-blog-com-mais-visualizacoes","tag-blog-de-caruaru","tag-blog-edvaldo-magalhaes","tag-blog-mais-acessado","tag-obra-historica-chamada-sertao-o-imaginario-das-grandes-imensidoes-sera-lancada-em-31-de-maio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogdoedvaldomagalhaes.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/119905","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogdoedvaldomagalhaes.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogdoedvaldomagalhaes.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoedvaldomagalhaes.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoedvaldomagalhaes.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=119905"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blogdoedvaldomagalhaes.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/119905\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":119910,"href":"https:\/\/blogdoedvaldomagalhaes.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/119905\/revisions\/119910"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoedvaldomagalhaes.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/119906"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogdoedvaldomagalhaes.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=119905"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoedvaldomagalhaes.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=119905"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdoedvaldomagalhaes.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=119905"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}